sexta-feira, 28 de maio de 2010
A vontade humana
quinta-feira, 27 de maio de 2010
"As horas"
Do cineasta inglês Stephen Daldry, com as interpretações de Meryl Streep como Clarissa Vaughn, Julianne Moore no papel de Laura Brown e Nicole Kidman no papel de Virginia Woolf.
Um dos melhores filmes que vi até hoje. De uma forma verdadeiramente arrepiante, faz pensar no sentido da nossa própria existência.
Não percam a oportunidade de ver!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A nossas almas
sábado, 24 de abril de 2010
Para a minha querida escola
“Madeira Torres”, minha querida escola
Como dizia André Leroi-Gourhan, “As imagens têm duas maneiras de cativar: pelo que contêm de belo e pelo que conservam do pensamento”.
Quando olhei para as tuas paredes pela primeira vez, elas nada me disseram. Envoltas num profundo silêncio, ignoraram a minha chegada a um lugar que eu já conhecia, mas só de ouvir falar. No entanto, com o passar do tempo, como que por magia, elas começaram a ganhar cor e a aconchegar a minha estada. Fui-me apercebendo que a escola, mais do que um simples espaço onde se aprende matérias de diversas disciplinas, é o nosso segundo lar (um paraíso, até). Quase sem dar por isso, passamos a saber de cor onde fica cada sala, cada mesa, cada cadeira. Os professores sorriem-nos ao passar por nós e os funcionários ralham quando não passamos o cartão magnético, o que, a início, irrita, mas, depois, faz rir. São essas tuas paredes as testemunhas de tais acontecimentos. Atentamente, vêem sorrisos, ouvem choros, respiram perfumes, aplaudem vitórias e lamentam derrotas. Hoje, são o espelho de momentos que, por mais pequenos que possam parecer no instante em que os vivemos, nos marcam.
As horas passam, os dias correm, o tempo voa. Um dia, chega a hora de nos despedirmos. Lembro-me que no meu último dia de aulas do 12ºano, olhei à volta, aproveitando cada segundo (naquele momento, ainda mais efémero) e vi à minha frente imagens passadas num espaço que se tornou tão marcante na minha vida. Isto porque foi nele que eu aprendi com os melhores professores, fiz os melhores amigos e participei nas actividades mais divertidas. É por isso que, falando não apenas por mim, mas também por todos aqueles que amam esta escola tal como eu, digo com toda a ternura: obrigada “Madeira Torres”. És uma das cinco melhores escolas a nível nacional; no meu coração, ocupas inexoravelmente o primeiro lugar.
Cativas-me pelo que tens de belo e pelo que de ti conservo no pensamento.
A tua sempre aluna,
Sara Gonçalves
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O sonho mais alto de todos os sonhos
Naquele doce lugar onde eu esperava
Apareceste tu, carinhosamente, a sorrir.
O mais belo Sol do mais belo céu brilhava
Por cima dos olhares que não queriam mentir.
Eras tu, personagem de todos os meus sonhos,
Aquele que em sonhos chegava e partia sem dizer adeus.
Estavas agora diante dos meus olhos,
Pronunciado palavras desarmadas de todos os véus.
A essas tuas palavras eu respondi com beijos,
Aos meus beijos tu respondeste com amor,
Submersos na insânia dos desejos
Esquecemo-nos do tempo e do seu fulgor.
Quando acordei tudo se havia desvanecido.
Mais uma vez! Mais uma vez apareceu
Esse incansável e arrasador destino
Que é o final de cada sonho meu.
E este era o sonho mais alto de todos os sonhos.
Sara Gonçalves
Braga, 23h30, do dia 23 de Abril de 2010.
O dia em que voltei a escrever um poema.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Feira do Livro de Lisboa 2010
A APEL já revelou que, este ano, a Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 29 de Abril e 16 de Maio.
O Parque Eduardo VII vai, mais uma vez, transpirar cultura!
quarta-feira, 24 de março de 2010
«Elevando-nos em afectos mais ardentes...»
«Elevando-nos em afectos mais ardentes por essa felicidade, divagámos gradualmente por todas as coisas corporais até ao próprio céu, donde o Sol, a Lua e as estrelas iluminam a terra. Subíamos ainda mais em espírito, meditando, falando e admirando as vossas obras. Chegámos às nossas almas e passamos por elas para atingir essa região de inesgotável abundância, (…) a própria Sabedoria. (…) Antes, não há nela ter sido, nem haver de ser, pois simplesmente «é», por ser eterna.»
Santo Agostinho, in Confissões.
terça-feira, 23 de março de 2010
Ennio Morricone in Venice

Juntamente com a orquestra sinfónica de Roma (que é, no mínimo, espectacular!), Morricone oferece aos seus fãs e a todos os bons apreciadores de música clássica um concerto memorável.
Ao assistir ao evento pelo pequeno ecrã, senti arrepios do início ao fim.
Aconselho vivamente a compra deste pack (podem adquiri-lo em qualquer Fnac do país por 29,90 euros). Além da maravilhosa comunhão entre maestro e orquestra e, claro, da singularidade das músicas do compositor italiano, o dvd mostra belíssimas imagens de Veneza, bem como algumas frases inspiradoras.
Ennio Morricone nasceu em Roma, em 1928 e, ao longa da sua vida, já foi responsável pela composição e arranjo de mais de 500 filmes e programas de televisão.
Das suas trilhas sonoras mais conhecidas, destaco Era uma vez no Oeste (1968), Era uma vez na América (1984), A Missão (1986), Os Intocáveis (1987), Cinema Paraíso (1988) e Lolita (1997).
Ennio Morricone venceu cinco prémios BAFTA entre 1979 e 1992.
Foi também nomeado pela Academia de Hollywood para cinco Óscares de "Melhor Banda Sonora Original" entre 1979 e 2001.
Em 2007, Morricone recebeu pelas mãos do actor e realizador Clint Eastwood um Óscar honorário "pelas suas magníficas e multifacetadas contribuições musicais ao cinema".
Se quiserem saber mais sobre este meu ídolo, aqui fica o endereço na Internet:
http://www.enniomorricone.com/
http://www.youtube.com/watch?v=1FzVWlOKeLs
http://www.youtube.com/watch?v=ZNGe7iK1O-4
http://www.youtube.com/watch?v=D1duY7YR8UM
Caros leitores... deliciem-se!
Sara Gonçalves
sábado, 13 de março de 2010
"O mundo não é feito de coisas, mas sim de factos"
O sol estava alto, quente e aconchegante.
Na mais bela cidade, havia de tudo um pouco naquela manhã de Sábado: miúdos a brincar, pais a namorar, idosos a conversar na “Brasileira”, escuteiros a vender baralhos de cartas para o dia do pai, comerciantes com discursos retóricos. No meio de todo aquele cenário, foi o essencial, invisível aos olhos, aquilo que me despertou mais a atenção: a alegria daquela gente perante uns simples raios de sol.
Todos nós pensamos que são as “coisas” que formam o mundo. Aqui está o erro da Humanidade. Como diria o filósofo Wittgenstein, "o mundo não é feitos de coisas, mas sim de factos". Se um indivíduo comprar um carro e atropelar alguém, foi o seu acto que fez mudar a vida das pessoas envolvidas e não o objecto. Os bens materiais são o que de menor há no nosso planeta, ainda que muitos, ao criá-los, tenham alcançado o apogeu da sua carreira.
Cada vez mais se fazem filmes e livros sobre o fim do mundo, nomeadamente sobre o dia 21 de Dezembro de 2012 que, segundo consta no calendário dos Maias (que previram e acertaram na chegada do homem branco, Hernan Corteza, em 1519, por exemplo) porá termo ao planeta Terra tal como o conhecemos hoje. Se tal acontecer, todas as coisas que fomos adquirindo ao longo de uma vida se tornam supérfluas, pois desaparecerão da nossa vista num ápice.
Pergunto: Se sobrevivêssemos a uma catástrofe, o que restaria?
Respondo: Recordações.
Acredito que a memória é o bem mais precioso do Homem, pois é ela que preserva os factos que constroem o mundo. Não são os escritos, os documentários, não! É na nossa cabeça que está tudo aquilo que fomos, somos e tudo aquilo que, um dia, queremos vir a ser.
Se aliarmos a força da mente às sensações, podemos dar a volta ao mundo em 80 dias, tal como nos contou Júlio Verne. Porém, o Homem já não quer dar a volta ao mundo. O Homem quer passar férias na Lua e tentar provar que há vida em Marte para depois se mudar para lá (seria mais fino).
O mesmo animal que passou por guerras mundiais sangrentas, que foi prisioneiro de campos de concentração, que foi escravo de gulags, que chorou e chora com perdas irremediáveis, só olha para as “coisas” e não para uma História que deveria servir de estímulo para remediar males passados e evitar tragédias futuras.
Destruímos cada vez mais o nosso planeta e, um dia, já não haverá raios de sol para alegrar o nosso dia, apenas uma enorme escuridão, a mesma que, neste momento, nos impede de ver o que está diante dos nossos olhos.
Vi a alegria das pessoas que passavam nas ruas com uns simples raios de sol. Mas será que elas sabiam que era o sol o motivo da sua alegria?
O sol estava alto, quente e aconchegante. No entanto, a resposta preferiu vir de encontro à tristeza que vive no meu coração.
Sara Gonçalves,
Braga, 13 de Março de 2010, 20h09m.
