sábado, 19 de junho de 2010

Um ano passou

Um ano passou

E nada sei de ti. De nós.

Tudo mudou, tudo se dissipou.

Até essa tua doce, tão doce!, voz.


Coração destroçado, mal amado,

Respiração fraca, morosa...

Olhos pejados de medo!!!

Lágrimas, muitas! Oooh!, vista sumosa!


Prisioneira eu sou. Prisioneira de um passado

Que se arrasta nesta triste vida;

Que dorme todas as noites a meu lado;

Que me faz sentir despida.


Despida de tudo.

De mim. De ti. De nós.

Alma de luto, débil, solitária!

Coração e alma, alma e coração. Sós.


São eles, alma e coração, que rezam ao céu e às estrelas

Para que nos voltemos a encontrar.

Mas aqueloutros, o céu e as estrelas,

Já não a deixam sonhar.



Sonhar.

Acreditar.

Amar.



Sara Gonçalves

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Voo

A voar sem asas,

A deambular ao sabor do vento,

A tua voz. Doce, suave.

Quando Tu falas

É a voar que Eu me sinto.


Sobrevoando o mar

Vejo o Teu nome escrito na água.

Como é belo esse teu nome!

É assim que o vou sempre pronunciar:

Como se fosse Tua.


A noite que chega, devagar,

Traz consigo o teu cheiro.

Esse perfume hipnotizante e venenoso

Que me faz amar-te!

E amar-te é tudo o que eu não quero.


Sara Gonçalves

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A vontade humana

«No homem a vontade continua a falar mesmo depois de a natureza se calar.»

Rousseau (acerca do tema da liberdade e do determinismo).

Mahler

Oiçam bem esta maravilhosa melodia de Mahler (Quartet for piano)!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"As horas"



Três eras, três histórias e três mulheres sem ligação aparente, mas ambas são parte num continuum que é a base para este filme. Três mulheres sem a noção de que apenas uma obra singular e poderosa pode mudar-lhes a vida. O livro é Mrs. Dalloway, a excelente novela de Virginia Wolf. As mulheres são Virginia Wolf, a própria autora, Laura Brown, um mãe e esposa que vive em Los Angeles no final da 2ª Guerra Mundial e que através da leitura de Mrs. Dalloway pode mudar a sua vida para sempre, e finalmente, Clarissa Vaughan, uma versão actual de Mrs. Dalloway, que vive em Nova Iorque e está apaixonada por um poeta brilhante doente de sida.
Do cineasta inglês Stephen Daldry, com as interpretações de Meryl Streep como Clarissa Vaughn, Julianne Moore no papel de Laura Brown e Nicole Kidman no papel de Virginia Woolf.
Um dos melhores filmes que vi até hoje. De uma forma verdadeiramente arrepiante, faz pensar no sentido da nossa própria existência.
Não percam a oportunidade de ver!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A nossas almas

´A razão porque dói tanto nos separarmos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem. Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes desta, e em cada uma nos tenhamos reencontrado. E talvez que em cada uma tenhamos... sido separados pelos mesmos motivos. Isto significa que esta despedida é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio ao que virá.
Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes com cada vida que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti, porque a tua alma e a minha têm que andar sempre juntas. E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer-nos adeus.
Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que puder para garantir que assim será. Mas se nunca nos voltarmos a encontrar outra vez, e isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos ainda noutra vida. Iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas nos amemos nesse tempo, mas por todos os tempos que tivemos antes.´

Nicholas Sparks

sábado, 24 de abril de 2010

Para a minha querida escola

Hoje, e não me perguntem porquê hoje – eu não sei -, decidi ir ver fotografias e vídeos da minha antiga escola, em Torres Vedras. Invadida por uma enorme nostalgia, achei que seria bonito colocar aqui um artigo que publiquei, no ano lectivo 2008-09, no jornal da associação de estudantes da Madeira Torres “Feedback”. Também já o havia publicado no meu antigo blogue. Para quem não leu, aqui fica uma vez mais o meu testemunho.


“Madeira Torres”, minha querida escola

Como dizia André Leroi-Gourhan, “As imagens têm duas maneiras de cativar: pelo que contêm de belo e pelo que conservam do pensamento”.

Quando olhei para as tuas paredes pela primeira vez, elas nada me disseram. Envoltas num profundo silêncio, ignoraram a minha chegada a um lugar que eu já conhecia, mas só de ouvir falar. No entanto, com o passar do tempo, como que por magia, elas começaram a ganhar cor e a aconchegar a minha estada. Fui-me apercebendo que a escola, mais do que um simples espaço onde se aprende matérias de diversas disciplinas, é o nosso segundo lar (um paraíso, até). Quase sem dar por isso, passamos a saber de cor onde fica cada sala, cada mesa, cada cadeira. Os professores sorriem-nos ao passar por nós e os funcionários ralham quando não passamos o cartão magnético, o que, a início, irrita, mas, depois, faz rir. São essas tuas paredes as testemunhas de tais acontecimentos. Atentamente, vêem sorrisos, ouvem choros, respiram perfumes, aplaudem vitórias e lamentam derrotas. Hoje, são o espelho de momentos que, por mais pequenos que possam parecer no instante em que os vivemos, nos marcam.

As horas passam, os dias correm, o tempo voa. Um dia, chega a hora de nos despedirmos. Lembro-me que no meu último dia de aulas do 12ºano, olhei à volta, aproveitando cada segundo (naquele momento, ainda mais efémero) e vi à minha frente imagens passadas num espaço que se tornou tão marcante na minha vida. Isto porque foi nele que eu aprendi com os melhores professores, fiz os melhores amigos e participei nas actividades mais divertidas. É por isso que, falando não apenas por mim, mas também por todos aqueles que amam esta escola tal como eu, digo com toda a ternura: obrigada “Madeira Torres”. És uma das cinco melhores escolas a nível nacional; no meu coração, ocupas inexoravelmente o primeiro lugar.

Cativas-me pelo que tens de belo e pelo que de ti conservo no pensamento.

A tua sempre aluna,

Sara Gonçalves

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O sonho mais alto de todos os sonhos

Naquele doce lugar onde eu esperava

Apareceste tu, carinhosamente, a sorrir.

O mais belo Sol do mais belo céu brilhava

Por cima dos olhares que não queriam mentir.


Eras tu, personagem de todos os meus sonhos,

Aquele que em sonhos chegava e partia sem dizer adeus.

Estavas agora diante dos meus olhos,

Pronunciado palavras desarmadas de todos os véus.


A essas tuas palavras eu respondi com beijos,

Aos meus beijos tu respondeste com amor,

Submersos na insânia dos desejos

Esquecemo-nos do tempo e do seu fulgor.


Quando acordei tudo se havia desvanecido.

Mais uma vez! Mais uma vez apareceu

Esse incansável e arrasador destino

Que é o final de cada sonho meu.


E este era o sonho mais alto de todos os sonhos.


Sara Gonçalves

Braga, 23h30, do dia 23 de Abril de 2010.

O dia em que voltei a escrever um poema.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Páscoa

Desejo a todos os meus leitores uma santa e feliz Páscoa!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Feira do Livro de Lisboa 2010

Caros leitores:

A APEL já revelou que, este ano, a Feira do Livro de Lisboa decorrerá entre 29 de Abril e 16 de Maio.

O Parque Eduardo VII vai, mais uma vez, transpirar cultura!