É com enorme prazer que vos convido a participar na próxima comunidade de leitores de Filosofia da Universidade do Minho, organizada pelos docentes António Eugénio Peixoto e Pedro Martins. A obra em discussão será a Contestação ao Livre-Arbítrio, de Schopenhauer e será apresentada por mim, no próximo dia 16 de Dezembro, Quinta-Feira. Apareçam por volta das 21h30, no Museu Nogueira da Silva (http://www.mns.uminho.pt/), em Braga, para mais um bom momento filosófico!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Convite aos leitores
É com enorme prazer que vos convido a participar na próxima comunidade de leitores de Filosofia da Universidade do Minho, organizada pelos docentes António Eugénio Peixoto e Pedro Martins. A obra em discussão será a Contestação ao Livre-Arbítrio, de Schopenhauer e será apresentada por mim, no próximo dia 16 de Dezembro, Quinta-Feira. Apareçam por volta das 21h30, no Museu Nogueira da Silva (http://www.mns.uminho.pt/), em Braga, para mais um bom momento filosófico!
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Data que não se quer lembrar
Hoje, não me apetecia acordar. Ao abrir os olhos, sabia que ia olhar para o calendário e lembrar-me de uma data que, a partir do momento em que desapareceste, devia ter desaparecido contigo. Porém, só tu foste embora. O resto ficou. O teu nome, o teu olhar naquela fotografia que não consigo deitar fora, o teu cheiro nas lembranças da minha infância e, pior, a mágoa de te ter perdido.
Fazes-me falta. Só tu me conhecias como eu me conheço, só tu me falavas o que queria e não queria ouvir no momento certo. Mesmo quando afirmavas não querer ir passar o Natal a minha casa, pois preferias o conforto do teu lar, eu sabia que ias. Tu nunca, nunca me abandonaste. Nos momentos mais importantes da minha vida, estavas a assistir a tudo na primeira fila da plateia. E agora? O que tenho? Nada. Não me leves a mal, mas, na maior parte das vezes, prefiro não pensar em ti. Foi esse o caminho pelo qual optei: não me lembrar para não sofrer.
Detestavas ver-me chorar e também eu não suportava o teu choro. Limpávamos as lágrimas uma à outra e tudo ficava melhor. Agora, já não tenho quem as limpe. Talvez por isso não chore tanto; talvez por isso a dor seja cada vez maior.
Ainda não fui ver as luzes de Natal. A nossa cidade não as vai ter, este ano. É a crise. Já Braga, se queres que te diga, nem sei! Talvez hoje, que é feriado, pegue no carro ao final do dia e vá ao centro averiguar. Pensei também ir acender-te uma vela lá acima à nossa Senhora do Sameiro. No entanto, custa-me avistar a minha nova terra daquela escadaria, porque sempre pensei que, um dia, ta iria mostrar, que tu ias ver com esses lindos olhos aquela paisagem maravilhosa. Tal nunca aconteceu. Levaram-te de mim cedo demais.
Não me leves a mal colocar estas linhas no meu “lugar” na Internet. Bem sei que repudiavas estas modernices (aliás, nem te atrevias a falar delas). Porém, penso ser esta a forma que encontrei de me redimir por não te ter dito vezes suficientes que eras uma mulher perfeita. Sei que o dei a entender e que, por vezes, os gestos são suficientes. E sei também que te disse “amo-te” quando tu mais precisavas, pois no momento em que a minha voz se fez soar no teu ouvido direito, vi uma lágrima escorregar pelo teu rosto. Uma lágrima que veio quando tu já não falavas, já não abrias os olhos, já não reagias. Por isso, eu sei, e quão bom é este conforto!, que, mesmo quando os outros falavam perto de ti sobre a tua doença e os médicos diziam que não havia problema, porque tu já não escutavas, tu ouvias-me. Daí que de mim só saíssem palavras de esperança e dos outros palavras de derrota.
Partiste para o céu com a melhor palavra do mundo proferida pela pessoa que mais te ama, admira e que mais respeito nutre por ti. Também fui eu a última a olhar-te. Com o maior dos carinhos, não disse “adeus”, mas sim “até já”.
À minha avó Maria da Conceição, a mulher da minha vida que, hoje, dia da Nossa Senhora da Conceição, fazia 77 anos de idade.
Sara Gonçalves.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Concerto de Natal - "MESSIAS", Handel

Escrita em 1741, Messias é uma das oratórias mais famosas de Handel e de toda a história da música ocidental. Com texto da autoria de Charles Jennens, baseado em excertos do Antigo e do Novo Testamentos, a obra foi estreada com grande êxito em 1742, em Dublin.
PREÇOS
1.ª Plateia 30€
2.ª Plateia 25€
Laterais 20€
Laterais deficientes 20€
Camarotes Centrais 30€
Camarotes Laterais 22€
Balcão Lateral 17€
1.º Balcão 20€
2.º Balcão 12€
Galerias 8€
DESCONTOS HABITUAIS (para bilhetes adquiridos no CCB)
Desconto de 25% para menores de 25 anos e maiores de 65 (só é valido para os bilhetes da 2.ª plateia e balcões)
5€ – estudantes e profissionais de espectáculos (n.º limitado de bilhetes)
Desconto de 20% para grupos de 10 a 50 pessoas
Sob a direcção do experiente maestro Nicholas Kraemer, a OML e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat dão seguimento ao projecto de apresentação de três obras maiores do repertório coral-sinfónico do século XVIII, iniciado com A Criação de Haydn (Dezembro 2009) e que prosseguirá com a interpretação de As Estações, também de Haydn (Março de 2011).
ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA | CORO SINFÓNICO LISBOA CANTAT
NICHOLAS KRAEMER direcção musical
JOANA SEARA soprano
MARTÍN ORO contratenor
THOMAS WALKER tenor
HUGO OLIVEIRA barítono
PROGRAMA
GEORGE FRIDERIC HANDEL
Messias, HWV56
CO-PRODUÇÃO
CCB / METROPOLITANA
CORO SINFÓNICO LISBOA CANTAT CORO ASSOCIADO DA TEMPORADA 2010/2011
Para mais informações consultem o site do CCB: http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O Silêncio das Palavras
Há um lugar onde espero
Pelas palavras que guardas em ti.
Porque as guardas
Eu não sei.
Só posso prometer esperar
Neste aqui que nem é tempo
Nem é espaço,
Talvez seja sonho
(Disso não posso estar certa).
Recôndito recanto,
Tão meu,
Tão estranho.
(Se não fosse estranho
Não seria meu).
Lugar conhecedor de segredos
Selados pelos lábios
Que se fecham
E que instalam o silêncio
De quem tem tanto por dizer,
Mas que nada diz.
Ao maior dos medos
Eu não faço frente.
(Tu também não).
Do espelho contemplo a imagem
De bailarina assustada
Com vozes distantes
Que se ouvem por detrás das cortinas
De veludo
Das quais trespassa a êxtase
De querer tudo
E não ter nada.
Ainda.
Ainda que erige
Tão ténue lacuna entre
O presente insatisfeito
E o futuro omnienglobante.
Entre o nada que se tem
E o tudo que se deseja.
Em silêncio.
Sara Gonçalves,
Braga, 3 de Dezembro de 2010.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O Frio deste Inverno
O vento que bate em meu rosto
Pinta-o de branco.
Branco como a neve
Que cobre os caminhos
Que outrora tilintavam
Com os saltos de uma mulher.
Mãos gélidas invadem os bolsos
Onde agora nada mais cabe
Senão este desmedido tremer.
Se é frio?
Se é medo?
Se é dor?
Quem sabe?
O silêncio das árvores despidas
Brota no meu peito
Que respira com dificuldade.
Que sobe, desce, sobe, desce.
Desce.
Nu.
Inverno que parece não ter fim,
Há quanto tempo existe
Eu não sei.
Nem eu,
Nem ninguém.
Sara Gonçalves,
Braga, 26 de Novembro de 2010.
Lugar onde mora o Sentir
O sentir mora num
Coração
Que se afoga numa saudade
Infinda.
Entre a infinitude e o eterno
Apenas uma lacuna.
Ténue.
Inexistentes são as palavras de consolo.
Distância
Que atemoriza!
Meu sentir que é meu viver.
Meu sentir que é meu
Castigo.
Sara Gonçalves
Braga, 26 de Novembro de 2010.