sábado, 9 de abril de 2011

"Esplendor na Relva"



"Apesar de a luminosidade
outrora tão brilhante
Estar agora para sempre afastada do meu olhar,
Ainda que nada possa devolver o momento
Do esplendor na relva,
da glória na flor,
Não nos lamentaremos, inspirados
no que fica para trás;
Na empatia primordial
que tendo sido sempre será;
Nos suaves pensamentos que nascem
do sofrimento humano;
Na fé que supera a morte,
Nos tempos que anunciam o espírito filosófico."*

William Wordsworth

(Tradução de Catarina Belo)

*Poema citado no filme "Esplendor na Relva" (1961).

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